segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
HISTÓRICO DAS CLASSES HOSPITALARES
HISTÓRICO DA PEDAGOGIA HOSPITALAR- ( Neusa Amorim) Em conseqüência da segunda Guerra Mundial, inúmeras crianças e adolescentes em idade escolar, foram mutiladas e feridas, o que motivou a permanência delas em hospitais por longos períodos. Diante dessa realidade surge então, segundo Esteves (2008), a classe hospitalar em 1935 em Paris, criada por Henri Sellier, Prefeito de Suresnes, no intuito de tentar amenizar as tristes conseqüências da guerra e que oportunizasse a essas crianças, enquanto alunas, de prosseguir em seus estudos ali mesmo no hospital. E assim com incentivo de médicos, religiosos e voluntários, a classe hospitalar foi conquistando um espaço na sociedade, sendo difundida para vários países, entre os quais pode-se citar a Alemanha e os Estados Unidos que aderiram à criação de Classe hospitalar com o objetivo de beneficiar crianças tuberculosas que na época eram isoladas do convívio social e impossibilitadas de frequentar a escola. No ano de 1939, segundo Esteves (2008), foi criado em Suresnes, na França, o C.N.E.F.E.I. - Centro Nacional de Estudos e de Formação para a Infância Inadaptadas com o objetivo de formar professores para exercer a Pedagogia hospitalar em institutos especiais e em hospitais, já que para atuar nessa área exige-se uma formação diferenciada da pedagogia formal. Ainda no ano de 1939, foi criado também o cargo de Professor Hospitalar, junto ao Ministério de Educação da França. As preocupações com as crianças hospitalizadas são de longínqua data. Em 1922 foi elaborado pelo colégio médico do Chile o primeiro decálogo dos direitos da criança hospitalizada. No Continente Europeu, segundo Bringiotti (2000, p.31), "[...] Em 13 de maio de 1986 surge a Carta Européia dos Direitos das Crianças Hospitalizadas.", documento este publicado pelo diário oficial das Comunidades Européias e que inspirou vários outros documentos em diversos lugares do mundo. Portugal, por exemplo, que também estivera preocupado com as crianças e adolescentes hospitalizados tendo em vista a continuidade dos estudos, adaptou a Carta da Criança Hospitalizada, cujo Art. 7º sugere que: "O hospital deve oferecer às crianças um ambiente que corresponda às suas necessidades físicas, afetivas e educativas, quer no aspecto do equipamento, quer no de pessoal e da segurança" (Mota, 2000, p. 58). Entende-se assim, que mesmo estando hospitalizada e impossibilitada de freqüentar a escola convencional, a criança deve continuar a ser estimulada na área educativa e ser construído o seu retorno com sucesso à escola regular. De acordo com Paula, (2003, p.21), "[...] na Espanha, desde a década de 80, vem se expandindo a educação nos hospitais como modalidade de atendimento educacional. Em muitos países já percebem a necessidade da atuação do pedagogo em hospitais", pois uma vez que o paciente encontra-se em fase de formação como também em idade escolar, torna-se evidente a necessidade de um pedagogo que o acompanhe nos demais aspectos, como educativo, social e afetivo. No Brasil, a Classe Hospitalar, surgiu na cidade do Rio de Janeiro em agosto de 1950, no Hospital Menino Jesus, na qual permanece atuando com a modalidade de atendimento educacional até nos dias de hoje. Este trabalho, segundo Fonseca (2000, p. 29) teve inicio com a professora Lecy Rittmeyer, por meio da Portaria n. 634. Ainda na década de 50, surgiu a primeira classe hospitalar em São Paulo no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Estes primeiros atendimentos pedagógicos hospitalares não dispunham de uma sala ou espaço específico, por isso, era realizado na própria enfermaria do Hospital. Fonseca (1999, p.119), ao mencionar o trabalho da classe hospitalar no hospital Menino Jesus no Rio de Janeiro, diz que: "Naquele ano o hospital possuía cerca de 200 leitos e uma média de 80 crianças em idade escolar". Em 1960, dez anos após o inicio deste trabalho o número de professores era de apenas quatro sendo que na ocasião ainda não possuía nenhum vínculo com a Secretaria de Educação do Estado. No ano de 1974 o Hospital contava com quatro salas de aula da classe hospitalar. Desde então o atendimento pedagógico hospitalar vem crescendo, mas de forma tímida. No Hospital das Clínicas em São Paulo, segundo a pesquisadora Lima (2003): Os primeiros passos da Classe Hospitalar foram dados em meados de 1970, com a iniciativa da assistente social Silvana Mariniello. [...] Silvana Mariniello apresentou ao Ministério da Educação diversos projetos para a regularização da Classe Hospitalar, sem obter sucesso. Somente em 1997, o Serviço Social de Assistência a Pacientes Internados e o Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina entraram com um pedido na Secretaria de Educação para a criação do Projeto Classe Hospitalar nos moldes atuais. Essas dificuldades enfrentadas por pioneiras no trabalho educacional hospitalar eram semelhantes em todas as regiões, independente da localidade, o que é muito comum acontecer quando as pessoas trazem algo novo para determinada área. Por certo, a presença dessas professoras e voluntários no ambiente hospitalar era mal vista, criticada e talvez discriminada. No entanto aos poucos, as classes hospitalares ganhava espaço no Hospital. No dia 15 de outubro de 1987 foi inaugurada a escola Schwester Heine, instalada na ala pediátrica do Hospital do Câncer A.C. Camargo, situado no Bairro da Liberdade em São Paulo, através de um convênio com a prefeitura. A escola recebeu este nome em homenagem a enfermeira alemã Heine, da Cruz Vermelha na década de 40, que conscientizava seus pacientes sobre a importância da educação. Segundo a pesquisa de Fonseca (1999, 117,118) do ano de 1950 até 1980 existia apenas 1 classe hospitalar no Brasil. Sendo que de 1981 a 1990, passou a existir 8 classes, porém de 1991 a 1998, este número aumentou para 30 classes hospitalares, talvez em conseqüência do E. C. A. - Estatuto da Criança e Adolescente - oficializado na década de 90. No ano de 2000, eram 67 classes, no entanto, números mais recentes, divulgados pelo Censo Escolar de 2006 do Ministério da Educação, em parceria, com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ? INEP revelam um total de 279 classes hospitalares públicas no Brasil, sendo 160 destas Estaduais e 119 Municipais, as quais estão distribuídas pelo território nacional da seguinte forma: a) 18 na região Norte; b) 38 na região Nordeste; c) 143 na região Sudeste; d) 38 na região Sul e) 42 na região Centro-Oeste. Ao levar-se em consideração o tamanho do Brasil e o número de hospitais que nele há, estima-se que o número de classes hospitalares seja uma quantidade muito inferior, de modo que o atendimento educacional de crianças e adolescentes hospitalizados não tem recebido a devida atenção por parte das políticas públicas, daí pode-se afirmar que ainda há um árduo caminho pela frente. Para citar este trabalho: AMORIM, Neusa da Silva. A PEDAGOGIA HOSPITALAR ENQUANTO PRÁTICA INCLUSIVA. Porto Velho, 2011. disponível em: Para conhecer este trabalho na íntegra ou outras obras da autora envie email para: neu.amorim@hotmail.com
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
SULIVAN MEDEIROS “A HUMANIZADORA HOSPITALAR” 25 ANOS DE SEU FALECIMENTO

No Hospital do Seridó em Caicó, Rn existiu uma mulher exemplo de voluntariado e caridade que se dedicou aos que sofrem e mais necessitados.
Terceira filha do casal Xisto Quintino de Medeiros e Joana Massilon de Medeiros, a sabujiense Sulivan Medeiros nascida aos 25 de Setembro de 1940, ainda muito jovem deixa sua terra natal em busca de dias melhores ao lado dos pais e irmãos.
De cidade em cidade, foi em Caicó que a família de seu Xisto se instalou, deixando neste chão traço de um povo humilde, honesto e temente a Deus.
Como costureira no ateliê das Deodato, a sabujiense logo se firma na profissão para ajudar no sustento da casa e nos estudos dos irmãos.
Católica fervorosa se dedicou a capela de São José em 1965 na congregação filhas de Maria e movimento em prol das vocações sacerdotais.
Ao lado de irmão Melânia e algumas religiosas como: Mariquinha de Luis Porfírio, Josefa Brasil entre outras criaram o grupo de catequese onde preparavam crianças para a primeira eucaristia, imprimindo assim em tais crianças a educação religiosa.
Após anos dedicados ao corte e costura, Sulivan inicia seu trabalho na saúde em 1965 no SESP como copeira. No Hospital do Seridó, após o término do curso de auxiliar de enfermagem recebe o convite do Dr. Vivaldo Costa para trabalhar na referida casa de saúde. Foi na pediatria desta unidade hospitalar que a “enfermeira” Sulivan Medeiros como era mais conhecida se dedicou aos cuidados com as crianças internadas ao lado do Médico Valdemar Cordeiro Filho.
Além dos seus trabalhos de auxiliar de enfermagem, a enfermeira de vestes brancas orientava pais e acompanhantes sobre higiene, vacinação, nutrição infantil e cuidados na saúde da criança. Em procedimentos hospitalares como injeção, aplicação de soro e curativos, o ANJO BRANCO preparava a criança com conversas e brincadeiras antes de tais procedimentos, afim de uma internação menos dolorosa. Após a alta, a auxiliar de enfermagem ainda acompanhava o paciente infantil em seu domicilio deixando de fazer as visitas após a cura definitiva do paciente.
Fora de seu horário de expediente, Sulivan Medeiros dedicava-se voluntariamente a curativos, aplicações de soro e injeções, visitas domiciliares aos enfermos, verificação arterial, além de acompanhamento de internação domiciliar.
No hospital do Seridó, Sulivan Medeiros preocupava-se com a utilização da humanização dentro da instituição hospitalar, pois bem sabia que esse método colaborava para uma internação com resultados mais significativos no que diz respeito à cura.
Nas enfermarias do hospital, a sabujiense também acompanhava adultos, preocupando-se quando um pai de família vivia em condições de uma internação prolongada, já que era do trabalho daquele pai que se retirava o sustento daquela família. Nestes casos Sulivan angariava recursos e donativos para amenizar a situação financeira no período em que o chefe da casa estava enfermo. Neste trabalho, a auxiliar também angariava remédios, roupas e agasalhos para os mais necessitados que todos os dias se internavam no hospital de Caicó.
Após anos de trabalho na pediatria ao lado do Dr. Valdemar Cordeiro, Sulivan é nomeada chefe da cozinha do hospital do seridó onde se dedicou ardorosamente aos cuidados com a boa alimentação e higienização da cozinha e do hospital como um todo.
Sabe-se que Sulivan utilizava inseticidas para combater formigas e outros insetos dentro da casa de saúde além do contato com outros produtos químicos utilizados naquela época para a higienização de ambientes hospitalares. Porém não se comprova que isso teria desencadeado a leucemia em 1986.
Poucos meses, o anjo de vestes brancas lutou contra a leucemia, naquela época tão pouco falada. Durante o tratamento, Sulivan era vista deitada em uma rede na sala de sua casa com um lenço amarrado na cabeça ouvindo músicas de Padre Zezinho.
Em 19 de Janeiro de 1987, após uma aplicação de quimioterapia em Natal, Sulivan Medeiros queixa-se para sua irmã Socorro Medeiros de forte dor de cabeça. Enquanto sua irmã sai para chamar a enfermeira, um padre e uma freira depois não identificados entram a enfermaria ficando um a direita da cama e outro a esquerda e Socorro a observar a conversa.
Naquele momento ás 06hs da manhã, segundo testemunho, Sulivan Medeiros conversa com o padre e a freira abrindo sorrisos, fecha os olhos e dar seu último suspiro.
O seu corpo foi conduzido de Natal para Caicó onde era esperado por um grande número de pessoas em frente a sua residência à Rua Joel Damasceno.
Lembro que o Padre Ausônio Tércio de Araújo fez as orações de encomendação do corpo, que foi conduzido debaixo de grande chuva e trovoadas para o cemitério Campo Jorge em Caicó, acompanhado por um grande número de pessoas a pé.
Registro nesta locução o amor de Sulivan Medeiros ao próximo, principalmente aos mais sofridos que se encontram convalescendo em ambiente hospitalar.
Fica aqui o exemplo de fé, esperança solidariedade e amor ao próximo, mesmo quando ele é desconhecido. Ensinamentos esses atribuídos pelo mestre maior de Sulivan Medeiros que foi Jesus Cristo.
ANDERSON CLAYTON DUARTE DE MEDEIROS
COORDENADOR DA CLASSE HOSPITALAR SULIVAN MEDEIROS
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
CLASSE HOSPITALAR SULIVAN MEDEIROS PLANEJA ENCONTRO COM AS ESCOLAS REGULARES DA REGIÃO
Classe Hospitalar Sulivan Medeiros planeja ainda esse mês de Dezembro um encontro com os diretores das escolas da região do Seridó.
O objetivo do trabalho será a explanação do trabalho desenvolvido no hospital do Seridó para o acompanhamento do currículo educativo de crianças internadas. Segundo a professora Lúcia Brito esse encontro será de grande importância para o trabalho pedagógico da classe hospitalar, já que os diretores terão a oportunidade de conhecer o trabalho e nos ajudará a enviar as atividades das crianças que possivelmente estarão internadas.
Será um momento onde poderemos fazer uma parceria com a escola na busca de um melhor acompanhamento do currículo educativo de crianças internadas para que elas possam ter a oportunidade de dar continuidade aos seus estudos no período de tratamento.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
7 ANOS ACOMPANHANDO O CURRÍCULO EDUCATIVO DE CRIANÇAS INTERNADAS



A Classe Hospitalar Sulivan Medeiros está completando neste dia 11 de novembro de 2011, 07 anos de efetiva atividade no Hospital do Seridó em Caicó, RN.
A Classe Hospitalar foi criada fruto de um projeto de extensão cuidando da criança internada e de seus acompanhantes vinculado ao CERES de Caicó, UFRN.
Idealizado pelos professores Dr. Adailson Tavares de Macêdo e Anderson Clayton Duarte de Medeiros, a referida Classe é a primeira do Rio Grande do Norte, sendo que em 2010 foi oficializado um convênio entre o governo do estado e Fundação Hospitalar Dr. Carlindo Dantas- Caicó, Hospitais de Natal: Maria Alice, Varela Santiago e casa de apoio Durval Paiva e GACC, legalizando essas classes hospitalares no referido estado.
O trabalho objetiva acompanhar o currículo educativo de crianças internadas no período em que estão afastadas da escola dignificando o eixo entre educação e saúde, proporcionando a essas crianças uma internação com o mínimo de perdas.
A Classe Hospitalar Sulivan Medeiros conta com 02 professoras pedagogas cedida pela Secretaria de Educação do Estado, 12 voluntários do curso de pedagogia- UFRN, 01 coordenador Pedagógico voluntário e 02 colaboradoras. O grupo é coordenado pela professora Dra. Tânia Cristina Meira Garcia que orienta todo o trabalho juntamente com os pedagogos Anderson Duarte e Maria José e a subcoordenadoria de Educação Especial (SUESP).
A Classe Hospitalar Sulivan Medeiros recebeu da Câmara Municipal de Vereadores e Prefeitura de Caicó o reconhecimento como utilidade pública municipal, sendo mantida pelas doações voluntárias da comunidade Caicoense e comércio local, podendo serem feitas no próprio hospital do Seridó ou pelos telefones: Hospital- 3417-2354, Anderson Duarte- 3417-2294 ou 8714-7051.
NOSSO BLOG:http://classesulivanmedeiros.blogspot.com/
PSICÓLOGA ANAZÉLIA FRANCA DE JOÃO PESSOA PARABENIZA A CLASSE HOSPITALAR SULIVAN MEDEIROS PELOS SEUS 07 ANOS

Querido Anderson,
Gostaria de parabenizá-lo, como também a toda equipe e demais profissionais que contribuiram durante esses 7 anos, para o atendimento na classe hospitalar Sulivan Medeiros.
Cada profissional que esteve presente neste espaço pedagógico-educacional, teve uma grande missão, que deixou grandes resultados na vida dos pacientes, dos seus familiares e principalmente trouxe uma nova modalidade de atendimento educacional, fora do contexto escolar, mas sim no ambiente hospitalar.Além de ser um direito do aluno-paciente interno, o atendimento pedagógico-educacional, ainda, é reconhecido pelo MEC- Ministério da Educação, pelas secretarias de estado e municipal do Rio Grande do Norte, evitando desta forma, o fracasso escolar, as faltas escolares, a perda do ano letivo e o mais importante desenvolve as diversas formas de aprendizagens da criança, eleva a auto-estima e desenvolve a parte cognitiva, social, emocional, física e espiritual do paciente.
Tive a oportunidade de conhecer a classe hospitalar Sulivan Medeiros recentemente, percebi, a excelente estrutura, funcionamento, a brilhante equipe que faz parte deste trabalho e desde já, afirmo, é um orgulho em breve realizar minha pesquisa de mestrado neste espaço pedagógico-educacional do Hospital do Seridó em Caicó chamado Classe Hospitalar Sulivan Medeiros.
Que Deus ilumine cada profissinal, da classe hospitalar, para resgatar vidas, alegrias, aprendizagens das crianças e adolescentes hospitalizados e o mais importante, atuar, cada vez mais, por meio da humanização e atendimento de qualidade no contexto hospitalar.
Um afetuoso abraço em Anderson Clayton, Lucia Brito, Maria José e toda equipe da classe hospitalar Sulivan Medeiros.
Parabéns e muito sucesso sempre!
Anazélia Franca Lira
Psicóloga
domingo, 6 de novembro de 2011
Classe hospitalar sulivan medeiros realiza seu dia da criança
A classe Hospitalar de Caicó, RN, realizou uma programação especial em homenagem ao dia da criança.As atividades foram realizadas durante toda semana com atrações culturais, contação de histórias e artes, além do acompanhamento do currículo educativo das crianças que se encontravam internadas.No dia 12 de Outubro a festa ficou por conta dos voluntários, colaboradores, professores e grupo terapia do riso com seus doutores.Os palhaços animaram a festa e a pediatria do hospital além da enfermaria adulto. Bolo,refrigerantes, sucos, lancheiras, guloseimas e presentes fizeram a alegria da criançada.
O blog parabeniza toda equipe pela festinha e deseja muito sucesso.
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